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Vigário paroquial
Padre Carlos Roberto Canato


     Foi na passagem do Século XIX para o XX que os Canato, depois de muito relutarem, decidiram materializar seus sonhos e, com o coração partido, iniciaram a corajosa aventura de “fazer a América”, o que, neste caso, se referia à América do Sul, mais propriamente o Brasil, de onde já lhes chegara cartas “pondo lenha na fogueira”.

     Sim, Nestore Canato, o pioneiro desses valorosos calabreses, já havia por aqui chegado e nessas missivas, regularmente enviadas a seus parentes, deixava a emoção conduzir seu texto e, assim, dourava os sonhos daqueles.

     Viver na Calábria era maravilhoso. Dois belíssimos mares à sua frente (o Tirreno e o Jônico); às costas, os Apeninos, com destaque para os Montes do Parque Nacional Pollino e, a intermediar tais belezas naturais, outra, de igual teor, o Vale do Crati, dão especial colorido a essa pictórica obra, sem dúvida nenhuma assinada por Deus! Isso não é coisa para alguém abandonar, a menos que seus sonhos se façam maiores, lhes prometam belezas iguais e ainda somem a isto o progresso pessoal, ou seja: a não ser que nesses sonhos, o cenário a compô-los seja o Brasil!

     Do porto de Santos até Itobi-SP, o local escolhido para o início da bela saga, a ser escrita com o apoio de grande coragem e uma enorme Fé – marcas registradas nos Canato – tudo só fazia por confirmar o acerto da aventura. Era quase que um verde só; terras que procuravam braços, que prometiam fartura e se ofereciam prontas para concretizar ambiciosos sonhos.

      Precavidos, os “oriundi” já haviam planejado só se aventurarem por sua própria conta e risco, após conhecerem muito bem a terra e o que de melhor se poderia dela obter. Não tinham pressa, enfim, isto era apenas o prefácio de uma longa história.

     Assim, com tudo já anteriormente acertado por Nestore, os Canato se apresentaram na Fazenda Campo Alegre. E ali ficariam por um bom período, tempo que o destino se incumbiria de reger. E o destino tinha planos maravilhosos para eles, ao menos para um jovem, de nome Salvador Canato!

     Inicialmente um costume, o casamento entre “patrícios” já ia ganhando formas de tradição. Só que o “destino” não estava muito contente com isso e assim...

     Na fazenda se organizavam muitas festas. Na colônia, muito bem povoada, tudo era motivo para se comemorar, ainda mais depois da chegada dos italianos. Êta povo prá gostar de festa! E foi entre uma e outra festa, entremeando a isto os encontros nas Missas dominicais, que surgiram os primeiros olhares, logo transformados em simpatia. E daí ao amor...

     Aquela “portuguesinha” mexia muito com Salvador! Depois de uma luta danada contra uma timidez inconveniente, num instante de forte ruborização e trepidante gaguejar, enfim, saiu o pedido: “-Quer namorar comigo?”.

     Casaram-se! Era o dia 1º de Setembro de 1956, dia em que Maria Joaquina Cândido acrescentava um sonoro Canato a seu nome. Como o casamento, dentre suas regras, impõe a busca pela estabilidade da família então constituída, a coragem se fez gigante e Salvador arrendou seu primeiro pedaço de terra.

     Primeiro, sim, porque outros dois ainda viriam pela frente, sempre em Cidades diferentes, mas mantendo a mesma característica: maiores que os anteriores. E se cresciam as terras arrendadas, numa velocidade ainda maior crescia a família Cândido Canato: doze filhos, dos quais sete sobreviveriam, fortes e saudáveis.

 

     Tomates, berinjelas, jilós, às vezes davam flores; já em outras, pepinos! Constante na vida dos agricultores, a sazonalidade no plantio e colheita de legumes, bem como a consequente oscilação dos preços, tiram a tranquilidade de qualquer um e como ela é imprescindível à condução de uma família de nove pessoas...

 

     Emprego público e sua estabilidade! Esta grande conquista por parte de “seu” Salvador, levava a família a, enfim, fincar raízes em uma Cidade: Vargem Grande do Sul!

     Depois de muitas idas e vindas pelos mais diferentes lugares, que incluíam entre eles Aguai-SP, onde nascera Carlos Roberto, personagem desta história, surgia, afinal, a possibilidade de se estabelecerem definitivamente em uma Cidade, situação que permitiria a elaboração de projetos de longa duração e coisas quetais.

     O emprego de seu pai dava, sim, a tão importante estabilidade, mas renda, mesmo, esta era muito pequena para tantas bocas. Moral da história: todos ali que já tivessem idade compatível, tinham que colaborar para com o orçamento da casa!

 

      E foi assim que, por longos cinco anos, Carlinhos punha, literalmente, a mão no barro, fabricando telhas na Cerâmica Fortaleza, lá mesmo, em Vargem Grande do Sul-SP. Um trabalho difícil, exaustivo, que só encontrava compensação na boa remuneração que, além de lhe permitir colaborar para com o orçamento familiar, dava para patrocinar um tão necessário quanto desejado curso supletivo.

     Além de sua boa aparência, duas outras características chamavam à atenção para o jovem Carlos: bom de bola e pé-de-valsa! Sendo assim, não era difícil que as jovens vargengrandenses o incluíssem em “seus projetos”. Uma delas, até, chegaria a fazê-lo pensar em casamento!

     Lembram-se das Missas dominicais da Fazenda Campo Alegre, que ajudaram a aproximar Salvador de Maria Joaquina? Pois elas foram rareando, um tanto pela ininterrupta chegada de filhos e outro tanto por um esmorecimento na Fé de Salvador. Por consequência, a regularidade na presença a elas não se fez hábito para os filhos do casal. Só que o “destino” (lembram-se dele?)...

     Carlos Canato tinha dezessete anos quando, um belo dia, passando à porta da capela de Nossa Senhora Aparecida de sua Cidade, ouviu um chamado: “-Hei, Você!”. Embora não íntimo, aquele que o chamara podia ser considerado amigo. E ele foi logo fazendo o convite:

     “-Você não gostaria de participar do Grupo de Jovens daqui?”.

     “-Tem garotas bonitas?”.

     “-Sim; muitas! Rebateu Sebastião, sorrindo.

     “-Então eu venho. Sábado que vem, estou aí!”.

 

     E assim se iniciava a caminhada. Nunca mais Carlos Roberto Canato deixaria de ir ao encontro de um chamado de Deus!

     Uma transformação! Tamanha sua dedicação, que o jovem Canato, em pouco tempo, assumiria a coordenação do Grupo de Jovens, cargo que só abandonaria ao ser “convocado” para o Movimento Neo-Catecumenal. A “profecia” que lhe fizera o padre “Toninho” (Antonio Pinotti), em Mogi Guaçu, aos seus nove anos de idade (“-Você ainda vai desenvolver sua vocação para o sacerdócio!”), estava prestes a se cumprir.

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Substituindo o rigoroso Monsenhor Décio na Paróquia de Sant’Ana, assumia-a o tranquilo e cativante padre Luiz Antonio Cipolini. E a “química” entre ele e o jovem catecúmeno, foi pouco a pouco transformando o sacerdote em ícone para o rapaz. Foi por causa de sua sequencia no caminho neocatecumenal, que Carlos Roberto criaria pelo padre Cipolini um carinho bem próximo do filial.

     Uma das etapas desse caminho incluía viagem a Roma, para um encontro com o Papa. Coisa praticamente impossível para o jovem Canato, dadas suas condições financeiras. E os custos dessa cara viagem, conforme já o estabelecera Monsenhor Décio, tinham que ser arcados pelos próprios catecúmenos. Só que agora o pároco era outro e então...

     Padre Luiz Cipolini não tinha a marcá-lo apenas sua cativante humildade. Animava-o, também, um extremado Amor cristão, responsável por uma constante preocupação com todos os que o cercavam e as dificuldades para a tal viagem – não exclusivas de Carlos Roberto – passaram a ser uma preocupação sua, logo resolvida.

     Chamando seus fiéis a contribuir para um objetivo que só viria a valorizar a Paróquia, organizou com eles vários eventos, juntando, assim, os recursos necessários ao custeio da viagem de todo o grupo de catecúmenos.

 

     E Carlos Roberto Canato pode se emocionar, ao ver passar a poucos centímetros do alcance de suas mãos, Sua Santidade o Papa João Paulo II, coisa que tempos depois se repetiria, aí então na França. Não havia mais dúvida...

 

     Resolvido! Carlos Canato seria sacerdote da Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo!

     29 de Dezembro de 2006: diácono! Dia 27 de Julho de 2007: sacerdote! Duas tocantes celebrações; dois instantes marcados para sempre na vida de Carlos Roberto Canato. Instantes estes em que, lá do Céu, Deus o abençoava e, feliz, dava por completado mais um de Seus projetos!

     Quatro dias depois de sua ordenação, aquele mesmo sacerdote que lhe inspirara, que passara a ele o prazer da busca pela santidade – Padre Luiz Antonio Cipolini – solicitava ao Bispo Diocesano, Dom David Dias Pimentel, a nomeação do padre Carlos Roberto para seu vigário paroquial, já que sua Paróquia crescia, crescia, crescia...

     E é bom a Paróquia Nossa Senhora de Fátima se preparar, pois se foi o jeito simples, o carinho explícito e a dedicação desmedida do pároco que fizeram o rebanho crescer, com a presença de seu vigário paroquial, cópia fiel daquele que mantém como seu ícone, logo, logo esse rebanho vai duplicar.

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Ah!, Nossa Senhora de Fátima; como a Senhora escolhe bem seus representantes!!!

     

    

 

 


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