SANTO ANTONIO DE PÁDUA

Fernando Martins de Bulhões nasceu em Lisboa, no dia de Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto) do Ano de 1195. Um dia marcante, belíssimo e talvez por isso acreditado por seus hagiógrafos, todos estes fundamentados em documentos atribuídos à época. Só que trabalhos de datações recentes, já utilizando processos desenvolvidos no Século XX, dizem ser real, mesmo, um impreciso dia do Mês de Setembro de 1191, o que acrescentaria mais quatro anos à sua vida. Mas, e daí?

Uma precisão “milimétrica”, muito embora possa vir a agradar os preciosistas, certamente pode alterar o texto em sua forma, mas em nada altera em seu conteúdo. E que conteúdo!!!

Fernando Martins de Bulhões, o filho de Martinho de Bulhões e Maria Teresa Taveira, descendente próximo do Duque da Baixa Lorena, por sua maravilhosa vida e obra, viria a se tornar um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica Apostólica Romana! Surpreso?

Raros serão os Leitores que não estarão agora a questionar a afirmação acima, pois frequentadores da Igreja fundada por Jesus Cristo, participantes de todas suas principais celebrações e atentos a toda sua História, jamais ouviram falar de tal santo, que dizer então de emprestar a ele tal notoriedade?

Pois é, Fernando Martins de Bulhões é nada menos que o nome de batismo do grande santo Católico que a Igreja, em todo o Mundo, festeja pelo nome de Santo Antonio de Pádua!

Desde muito cedo, manifestações suas deixavam perceber a grande vocação para o sacerdócio. Tão verdadeiro era isto que, aos sete anos de idade, após cansativa insistência, o garoto Fernando consegue licença para estudar na Escola anexa à Catedral de Santa Maria de Lisboa, cujo ingresso se reservava a jovens de idade bem superior à sua, já que os ensinamentos ali prestados, referenciavam-se ao que conhecemos no Brasil por ensino secundário.

Para se ter uma leve idéia do currículo escolar a ele aplicado, basta dizermos que, já de início, aprendeu gramática, oratória, retórica, lógica e música!

 Dono de uma formação exemplar e já pronto para a vida, pode o futuro santo, então, dar traços finais a seu destino: formar-se sacerdote. E ele assim o fez!

A vida sacerdotal de Santo Antonio de Pádua tem início com seu ingresso no Mosteiro de São Vicente de Fora, no histórico bairro de Alfama, na Capital portuguesa, Lisboa, onde fez seu noviciado. Uma radical transformação: de rico herdeiro, “sangue azul”, a paupérrimo franciscano: só por muito Amor a Deus, a Seu Filho, à Sua Igreja!

Do Mosteiro de São Vicente, o jovem, ainda Fernando, se transfere para o de Santa Cruz, em Coimbra, onde, além de concluir sua formação sacerdotal, forma-se em Direito Canônico.

Formado e depois de cumpridas algumas missões, já como Antonio de Pádova (Pádua) – nome adotado em sua ordenação – o futuro santo tem uma das maiores glórias de sua vida: convidado pelo próprio Francisco (sim, ele mesmo!), passa a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis.

De professor de Teologia a caminhante evangelizador, ali Santo Antonio de Pádua fez de tudo. Missionário por vocação, enviado por São Francisco de Assis, Santo Antonio evangelizou na Itália, na França e até mesmo na África. Como ocorreu isto?

Cinco frades franciscanos foram barbaramente assassinados, por decapitação, em Marrocos, na África Muçulmana. Algo de importante peso para sinalizar: Missionários, afastem-se dali! Certo?

Errado! Pois justamente esse foi o fato que fez com que frei Antonio de Pádova se decidisse por evangelizar em Marrocos!

Foi pouco o tempo que santo Antonio pode dedicar à conversão de marroquinos, pois a mudança de clima, a visitação a locais de nenhuma higiene e sua pouca saúde, responsabilizaram-se por adoentá-lo gravemente. Regressou à Europa!

Na Itália, conhecendo seus dotes de pregador, retórico e teólogo de grande expressão, seus superiores fizeram dele um professor, ocupação na qual se destacaria com tal brilho, que sua docência se estenderia à França.

Ali, na França, além de Mestre, foi-lhe dada a função de prior do Convento de Puy-em-Velay, cargo do qual se desligaria pouco tempo após velar o corpo de São Francisco de Assis, a quem, mais que admirar, amava. Resolveu ficar pela Itália, mesmo, com suas palestras de motivação religiosa, responsável pelo crescimento do fervor missionário de muitos outros sacerdotes.

Por sua pouca saúde, um forte cansaço passou a pesar contra suas movimentações, o que fez com que, solicitando autorização ao Papa Gregório IX, se fixasse em Pádua. Ali Santo Antonio escreveu a serie de sermões que se notabilizariam (53).

Ainda em vida, mas já bastante fraco, apesar de seus apenas 40 anos de idade, Santo Antonio passou a ser procurado por fiéis necessitados de graças, em busca de sua interveniência.

Em 13 de Junho de 1231, em Pádua, cercado pelo carinho de fiéis e companheiros de hábito, Santo Antonio ascenderia ao Céu, onde, certamente, um lugar de honra já lhe estava reservado.

Seus restos mortais ficaram repousando no Oratório de Arcela, de onde sairiam para sua definitiva morada, na grande Basílica que em sua honra se mandou erigir, em Pádua.

Em 30 de Maio de 1232, Santo Antonio de Pádua, que viria a se tornar o “santo casamenteiro”, foi declarado Doutor da Igreja e canonizado, por atos do Papa Gregório IX, que também mandaria reservar a ele, no Calendário dos Santos Romanos, a data de 13 de Junho de todos os anos.

 

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