SANTA BERNADETE SOUBIROUS

Ao nascer, a filha do casal de camponeses Francisco Soubirous e Louisie Carterot, recebeu o nome de Bernarda.

 

Nascida prematuramente, embora bem curta sua prematuridade, Bernarda não teve reforçadas as naturais defesas, que lhe seriam necessárias para enfrentar os rigores do Inverno nos Montes Apeninos, onde sua família sobrevivia, graças à lida com a terra.

 

Além dessa prematuridade, os parcos recursos de seus pais não lhe permitiram um desenvolvimento adequado, não só no que tangia à saúde, como também em relação à instrução. Fraca nas letras, Bernadete – nome carinhoso pelo qual se a conhecia – fez-se forte nas orações, principalmente na do terço mariano, o qual rezava em todos seus momentos livres.

 

Apanhar gravetos nas imediações de sua casa era tarefa diária para Bernadete, que via aumentar essa busca justamente no Inverno, pois além de servir de combustível para o fogão, o cortante frio da estação exigia que a lareira ficasse acesa, por todo o tempo em que estivessem acordados. E era aí que a situação se fazia pesar para a menina.

 

Fraca, por sua compleição física, era difícil para Bernadete suportar as cada vez mais longas distâncias na cata à lenha miúda, já que a que existira ao redor de sua casa, já de há muito havia sido consumida. Mas ela não se queixava!

 

E foi numa dessas buscas que Bernadete viveu um dos momentos mais maravilhosos de sua vida. Suas companheiras de “serviço”, bem mais saudáveis que ela, naquela manhã especial se distanciaram da mesma, pois, asmática, a jovenzinha tinha que parar para se recuperar, a cada centena de passos.

 

Tendo parado por instantes, enquanto ainda ofegava viu uma forte luz, saída do fundo de uma gruta próxima – Gruta de Massabielle - expandir-se em sua direção. No ponto de origem dessa intensa luz, começou a se formar a imagem de uma linda mulher, logo identificada por Bernadete como sendo a Virgem Maria.

 

Vestida de azul e branco e trazendo às mãos um terço, a iluminada criatura convidou Bernadete a acompanhá-la em sua oração. Era o dia 11 de Fevereiro de 1858.

 

Maravilhada, a garota voltou para sua casa como se andasse sobre nuvens. Contando o fato a seus pais, estes não lhe deram o devido crédito e, por via das dúvidas, proibiram-na de sair de casa por alguns dias. Sete, no total, foram os dias nos quais Bernadete praticamente não se alimentou. Cativa em sua casa, chorava sem parar, só interrompendo o penoso choro nos instantes em que se voltava a rezar o terço.

 

Com medo de vê-la adoecer gravemente, seu pai decidiu por liberá-la do castigo e, tão logo permitida sua saída, Bernadete só parou de correr ao chegar à tal gruta. E lá estava Nossa Senhora, a esperá-la.

 

Rezado o terço juntamente com a Mãe de Jesus, ao final deste Nossa Senhora disse à garota: “Todo o sofrimento que lhe advirá nesta vida, lhe será recompensado no Céu!”

 

Foram dezesseis as vezes em que Nossa Senhora apareceu a Bernadete, sendo que numa das últimas delas, mandou que a mesma revolvesse um punhado de terra, apanhado à porta da gruta.  Assim que começou a tocar na terra, do chão iniciou a jorrar um filete de água. Mal sabia Bernadete que aquela água viria a se tornar uma grande fonte de milagres!   

 

Ao mesmo tempo em que a fonte surgida à porta da gruta começou a atrair romarias de todos os cantos, a jovem ingressava no Convento de Saint-Gildard, pertencente à Congregação das Irmãs de Caridade da Cidade de Nevers. Ali passou seis anos à espera de seu hábito de noviça, que só viria a lhe ser entregue quando a série de moléstias que a acometiam, parecia iniciar um período de trégua.  

 

 Tempos depois, ao sagrar-se freira, passou a responder pelo nome de Maria Bernarda. Alegre, sempre disposta ao serviço, desde o trabalho na cozinha até o auxílio na enfermaria, a franzina irmã Bernarda fez de tudo ali, só não conseguindo fazer por agradar às outras irmãs, que nunca digeriram bem o que só admitiam como “histórias” da companheira de convento.

 

Bernadete Soubirous sempre encarou aquela frieza como continuidade de sua provação, da qual Nossa Senhora já lhe falara. Assim também o fez com a nova moléstia que a atacou, levando-a a permanecer em leito pelos últimos nove anos de sua vida.

 

Com a certeza de haver vivido uma vida santa e extremamente feliz por seu definitivo reencontro com Maria, que a ela já se anunciava, Santa Bernadete faleceu. Era o dia 16 de Abril de 1879.

 

Canonizada em 8 de Dezembro de 1933, pelo Papa Pio XI, tem como data festiva o mesmo dia de sua morte, ou seja, 16 de Abril de todos os Anos.

 

  

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