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Dom David Dias Pimentel


     Quem de nós já não se perguntou como teria sido o paraíso? Difícil imaginá-lo, pois a Natureza é tão pródiga em belezas, tão farta em deslumbramentos que, por mais fértil que seja nossa mente, é certo que a imagem que viermos a formar ficará muito aquém da realidade. Por isso...

     Não fique a montar e desmontar sonhos, mentalizar cenários paradisíacos, buscando criar seu próprio Éden. Se puder fazê-lo pessoal e fisicamente, ou mesmo que de forma virtual – via Google – vá até o Arquipélago dos Açores. Mais propriamente, vá até a Ilha de São Miguel, a maior daquele conjunto insular e... pronto! Você estará frente a frente com a mais perfeita aproximação do que terá sido a morada criada por Deus, para nela habitarem Adão e Eva.

     Nascer na Ilha de São Miguel, nos Açores, em meio a uma vegetação rica em árvores, plantas e seus consequentes frutos e flores, tendo à sua frente o Atlântico dos sonhos de qualquer dos navegadores, é, certamente, um privilégio. Coisa para escolhidos!
     Pois foi ali, nesse Éden redivivo, que, em 18 de Março de 1941, nasceu David Dias Pimentel, décimo fruto do grande amor que um dia unira “seu” João a dona Arminda, ambos micaelenses e, portanto, felizes.

          Peralta, em seus momentos para peraltices; estudioso, quando assim deveria sê-lo, David viveu uma infância em nada diferente à dos demais infantes de Algárvia, a pequena, mas acolhedora Freguesia onde nascera.
     Para não dizer que nada diferenciou o menino David de seus contemporâneos, havia, sim, uma característica que o tornava, se não único, ao menos raro: David adorava os Domingos e não por ser esse um dia de se fazer nada e de almoço “mais caprichado”. Não; David adorava os Domingos porque era nesse dia que dona Arminda o levava à Missa, na maior parte das vezes na encantadora Ermida de Nossa Senhora Mãe de Deus. Ali, seu olhar não desgrudava da figura do sacerdote. 

     Sim, David tinha, desde bem pequeno, uma grande atração pelas celebrações católicas e isto a partir da atuação dos sacerdotes. Começava a se formar naquele “miúdo”, o alicerce de uma forte vocação!

     

Tanto isso se confirmava verdadeiro, que já aos dez anos de idade, David manifestava a seus pais o firme propósito de ingressar num Seminário, idéia da qual os mesmos buscavam demovê-lo, apresentando como impedimento sua pouca idade, que lhe diziam ser imprópria para tal ingresso.

     Mais à frente, em meio à perseverada insistência e como sua idade – catorze anos – já lhe permitia o ingresso numa Instituição para a formação de padres, não houve como “seu” João e dona Arminda segurarem mais seu caçula. E lá se foi David para a Cidade de Fátima, em Portugal, na busca de seu grande sonho!

     David seguia consciente de que não poderia claudicar, coisa, aliás, que sua forte convicção não lhe permitiria, mesmo. Além da forte vocação, David tinha agora outro motivo para seguir adiante: sua gratidão ao padre Domingos Machado, responsável direto por aquela realização, já que, com as dificuldades naturais a seus pais, somente a gratuidade nos estudos a teria permitido e esta mesma gratuidade só surgira, fruto de um grande esforço pessoal daquele seu confessor e conselheiro.

     Cinco anos após seu ingresso no Seminário de Fátima, tendo seus pais se mudado para o Brasil, na busca de uma vida melhor para eles e seus filhos, David também o seguiu. Já no Brasil e entre as Cidades paulistas de São Paulo e Botucatu, concluiu seu ensino médio ingressando no Seminário São José, desta última Cidade.

      Eram dias de plena Felicidade para aquele jovem açoriano, enfim, David, diploma à mão, estava a caminho de sua formação maior, aquela que iria definir, por inteiro, sua vida. Assim, ingressou no Seminário Central do Ipiranga, na Capital paulista. Ali conquistaria sua formação em Filosofia com tal brilho, que o Reitor da época – Dom Benedicto de Ulhoa Vieira – conseguia para ele a tão disputadíssima como sonhada vaga no Curso de Teologia, da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, sucessora do Colégio Romano, fundado por Santo Inácio de Loyola, em 1551 e por onde já haviam passado, até então, nada menos que catorze Papas!

     Retornando ao Brasil, aqui foi ordenado sacerdote, em 21 de Dezembro de 1969, na Cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde iniciava a fase prática de seu sonho, servindo à Igreja de Jesus, nas mais diferentes funções possíveis.

          Pároco em quatro Cidades (Nhandeara; Monte Aprazível; Cedral e na própria Rio Preto); Professor e depois Reitor de Seminário; Membro do Conselho de Presbíteros e Coordenador Diocesano de Pastoral! Por toda essa “bagagem”, acumulada nos dezesseis anos em que serviu à Diocese riopretense, já se poderia imaginar que algo de muito grande Deus preparava para aquele tão dileto filho. E ainda viria mais!

     Transferido para a Diocese de Guarulhos, onde ficaria disponível por oito anos, padre David Pimentel ainda acumularia mais experiência administrativa, exercendo, dentre outros, os cargos de pároco da Igreja Catedral, Vigário geral e Administrador diocesano.

     Uma nova e rápida passagem pelo Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus, em São José do Rio Preto, antecederia sua nomeação pelo Papa João Paulo II, como Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, a grande Capital do Estado Minas Gerais.

     Sua ordenação episcopal se deu aos 31 dias do mês de Janeiro de 1997, na Igreja Matriz da Diocese de São José do Rio Preto. Em cerimônia celebrada por Dom Serafim Fernandes de Araujo – Arcebispo de Belo Horizonte, a soleníssima Missa de sagração episcopal contou também com a participação de dois outros bispos, na condição de co-sagrantes: Dom José de Aquino Pereira, de Rio Preto e Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de Guarulhos.

     Quatro anos depois, a 7 de Fevereiro de 2001, era anunciada a nomeação de Dom David Dias Pimentel, como Bispo Diocesano de São João da Boa Vista!

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      Tempos, digamos, não muito fáceis. Seu antecessor – Dom Dadeus Grings – era portador de uma personalidade que poderia muito bem ser classificada como exatamente oposta à sua. Extrovertido, falante, figura dominante do ambiente onde estivesse, por seus artigos e livros, Dom Dadeus já ia conquistando o perfil de polêmico. Já Dom David...
     Calmo, pausado, mais ouvinte que falante, o que mais lhe destacava era sua expressão de total Paz interior, refletida no eterno sorriso que lhe compunha a feição. Até aí, nada que impedisse o estabelecimento da empatia respeitosa que, em seu caminhar, logo vai se transformando em simpatia, para, de forma natural, adquirir o contorno da admiração. Só que...

     Assim que empossado na direção da Diocese sanjoanense, por imposição legal, uma total transformação na administração das Igrejas viria a provocar um grande mal-estar. Por Lei federal, o governo enquadrava as instituições religiosas nas normas que regem as atividades de todas as pessoas jurídicas, ou seja, cada paróquia passaria a ter todo seu movimento contabilizado, lançado em livro próprio e sujeito à fiscalização, etc. e tal.

     Um novo comportamento teria que ser instruído a todos os párocos e mesmo que passasse longe qualquer tipo de desconfiança, a instauração de uma orientação de tal ordem, inevitavelmente faz estremecerem quaisquer relações, ainda mais se estas estiverem ainda na fase de conhecimento. Mas...
     Dom David tinha a seu lado, além da constante presença do Espírito Santo, aquela paciência própria dos que detém as certezas; a firmeza dos que se sabem necessários; a Paz dos que se reconhecem justos. Assim...
     Não demorou muito para que todos se apercebessem da necessidade daquela cobrança e a seriedade posta em seu trato. Todos os passos voltavam a se dirigir numa mesma direção, ou seja, rumo à admiração. E esta não viria só.
     Em meados de 2010, Dom David adoece, se não de forma grave, pelo menos de maneira preocupante. Inicia-se um tempo – meses – de grande preocupação, mas também de grande revelação: ao lado da admiração, vinha se juntar um carinho de dar gosto de se ver. E como ele se fez visível!

     Durante todo o tempo de sua convalescença, não houve sequer uma só celebração em que, nos momentos que se o permitia, um pedido de orações não se fizesse ouvir, saído de um sacerdote sinceramente emocionado. E a Diocese inteirinha orou, orou, orou...

     Hoje, ao ver-se novamente disposto aquele sorriso, naquele rosto que tão bem caracteriza a Paz, vêm-nos a absoluta certeza de que Dom David Dias Pimentel, Bispo Diocesano de São João da Boa Vista, é uma das criaturas mais amadas por todas as ovelhas que formam seu feliz rebanho.

     Paz, Luz e Bênçãos a Dom David!

 

 


Rádio Aparecida

 
 
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